Mostrando postagens com marcador penha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador penha. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ironman 70.3 Penha - Erros e Acertos (parte 3 - Pós prova)


A saída da área de dispersão foi complicada. Peguei uma água, um gatorade e queria sair. Não queria massagem, não queria tomar sorvete.

Tinha uma fila enorme.

Consegui pegar minha medalha e minha camiseta. Ainda faltava minha super bike e sacolas. Na saída, na minha frente, o Colucci. Isso que é muito legal no triathlon. Saí ao mesmo tempo e com as mesmas condições que um dos principais nomes do triathlon nacional. Ele estava na fila, assim como eu.

Fui tentar achar minha "equipe". No meio do caminho, a Vivi de camiseta Ironwife me achou. Esqueci que devia estar sujo e fedido e dei um abraço forte. Ela perguntou se estava feliz. Eu já estava chorando. Sangue italiano, calabrês...O choro é de felicidade. Nada a ver com relembrar momentos de esforço, coisas que tive abrir mão, abdicação. Isso, o triathlon, é um enorme prazer. Treino com prazer. Um triatleta é feito das coisas que ele abre mão, diz uma propaganda da asics com o próprio Reinaldo Colucci. Pode ser, para os profissionais. Pra mim é uma enorme curtição.

Ainda tinha um presente. A Júlia estava dormindo, mas estava com uma camiseta com uma foto nossa no Internacional de Santos, com a frase: Meu papai é de FERRO! Desabei....de novo!


O Rodrigo, que é primo da Vivi e também estava com a família (esposa, filhota pequena e os pais) chegou alguns minutos depois. Fizemos uma prova muito parecida e nos incentivando cada vez que nos cruzávamos. Tenho certeza que vamos fazer um bom ironman.


Estou muito feliz. Fiquei triste quando tirei a pulseira de atleta. Queria ficar mais com ela! Sensação de superpoderes. Todo mundo que via, sabia que eu tinha feito a prova e convenhamos, é um grande feito. Sempre me perguntavam se tinha feito abaixo de 5 horas. Alguém deve ter dito que abaixo de 5 é que é bom.

Não fiz, mas continuo achando que fui MUITO bem! não só porque era minha primeira vez. Fui BEM mesmo.

Dá sim pra baixar de 5 horas. Posso reduzir uns 3 ou 4 minutos só de transição. Somados T1 e T2 deu mais de 9 minutos. Muito alto.

Posso, quero e devo abaixar meu tempo de natação. 1'50"/ 100m é muito alto. Vou investir mais na natação!

Bike ainda tenho muito pra melhorar e estou no caminho certo. Nessas horas que aparece a recompensa de se acordar as 4:30 em dia de semana pra treinar.

Essa bike aí merece que eu pedale cada vez melhor!

Corrida é continuar me beneficiando da base e do volume pro treino pra maratona de SP. De novo, um muito obrigado ao Nego, ao Leandro e à S&P. Recebi um email muito legal do Leandro dizendo que ao realizar meus objetivos, que voltasse pra casa!

Agora 1 semaninha de descanso, agora sim, numa cidade de praia simpática e aconchegante. Na volta, força total pra Pirassununga, nunca perdendo de vista o meu objetivo: O ironman.


Ironman 70.3 Penha - Erros e Acertos (parte 2 - A prova)





A noite claro, não foi bem dormida. Muita ansiedade. Muitas coisas pra repassar mentalmente.Acordei muitas vezes pra olhar que horas eram, torcendo pra chegar logo as 6 da manhã.

Quando o alarme tocou, já estava acordado há pelo menos meia hora. Levantei e fui fazer a mamadeira da Júlia. Tinha combinado com o Rodrigo por volta das 6:30 no café da manhã. Ainda precisava arrumar as comidas.

Ir pra prova não foi fácil. Estava sem carro. Taxi todos ocupados. Ainda bem que tinhamos o carro do Rodrigo (6 adultos e 2 crianças). Não era a melhor opção pois deixar o local da T1 seria tumultuado, mas era nossa única, então, que fosse. Fui no porta malas.

Pintura do corpo, checagem da bike, pneus calibrados, comida despejada no bento-box. Castanhas, yummys, bananinhas, géis. TUDO. Checagem das sacolas, proteção de partes, digamos, importantes, neoprene e praia. O dia amanheceu fechado, mas não frio. Fria estava a água....CACETA...e como estava fria. Aquecimento rápido pra me lembrar como não gosto de nadar de neoprene.

O tempo passou rápido. Logo a organização estava "gentilmente" botando a galera no cercadinho - "Ou vai agora ou não vai NUNCA mais...."....hahahahah

O tiro de largada foi no som da moda: VUVUZELAS...acho que era pra galera sair mesmo correndo pro mar.

Desesperadora a sensação de estar num liquidificador, tomando socos e chutes de todos os lados. Decidi ficar à frente na largada, o que se não foi um erro, com certeza não foi acerto. Fiquei com medo de ficar preso por algum grupo mais lento à minha frente, mas fiquei no meio da tempestade.

Fiz uma boa natação até os 2/3 de etapa. No meio do percurso reconheci os óculos cor de rosa da Julinha, companheira de treino e fui ao lado dela até a boia que nos colocava no caminho de volta à praia. Até esse momento, tudo ótimo. Navegação boa, direto para as bóias, sem perda de tempo.

De repente, tudo virou. Um agarrão, um puxão, um soco na cara. Perdi a Julinha e perdi o rumo de "casa". Cheguei a nadar paralelo à praia em um momento. Não achava a bóia de orientação e não conseguia ficar na esteira.

Na praia, com quase 35 minutos de prova, mais uma vez saí descontente com a minha natação. Vou ter que revisar esse ponto com meu treinador. Quero mais volume, quero mais intensidade. Estou acostumado com isso. Gosto disso. Vou procurar etapas de travessia pra fazer nesse segundo semestre e no início do ano que vem.

Entrei na T1 lotada. Não tinha conseguido tirar a manga do neoprene ainda. Estava tonto e enjoado. Que vergonha pra alguém que ama o mar. Peguei minha sacola, achei um canto pra sentar (no chão). Tirei o neoprene enquanto decidia se forçava um vomitinho básico ou respirava mais um pouco. Respirei. Tentei repassar a estratégia. O que pegar na sacola, o que fazer. Nada vinha. Decidi começar a fazer. Já tinha se passado muito tempo. Peguei o capacete, coloquei. A segunda coisa que vi foi minha garrafinha de isotônico caseiro, com repositor eletrolítico, malto e BCAA. Tomei. Sapatilha, calcei. Faltava mais alguma coisa. A sacola ainda estava CHEIA. Óculos. Colocado. De repente, saquinho com bisnaguinha....sou viciado em bisnaguinha, mas só de olhar naquele momento embrulhou o estômago.

Chega, faltasse o que estivesse faltando, precisava sair de lá.

T1 - Erro. Preciso enxugar o conteúdo da sacola. Capacete (se der pra deixar junto da bike - e nessa prova podia - é lá que vai ficar), sapatilha, óculos e mamadeira especial. Quem sabe o manguito. PUTZ....sabia que saí da T1 sem alguma coisa...o manguito....

No pedal, sabia que seria o momento de botar a cabeça pra funcionar de novo. Li em algum lugar que os primeiros vinte minutos são de adaptação. Melhor não comer nada. E não que fazia sentido!

Aos poucos a estratégia foi voltando à mente. O timer no relógio estava preparado pra tocar a cada 20 minutos. Quando tocasse iria comer as amêndoas e os yummys. Um punhado de cada vez. Alternaria os géis e bananinhas a cada meia hora. Água SEMPRE.

Alimentação: acerto (na maior parte do "programa").

As amêndoas não fizeram mal, não deram piriri. Rica em sódio, em carboidrato e muito calóricas. Não posso abrir mão desse coringa. Confesso...meio secas, mas bota pra baixo com água que tudo bem!

Yummys....comprei os de ursinhos....muito duras....difícil mastigar. Vou substituir.

Bananinhas de Paraibuna: de longe o melhor prato do cardápio! É um clássico a partir de já!

Gel, o mal necessário.

Aerodrink - ô grana bem gasta! tomei MUITA água. Deu vontade de fazer um xixi...mas sobre a bike e em movimento....é ruim hein!

O pedal foi ótimo. Seguindo as dicas da mestra Claudia, mirei uma velocidade média em torno de 33km/h. Assim que atingisse, manutenção. Controle.

O conjunto voava: bike + rodas = SHOW! 36, 37 Km/h. Vento fraco. No vento contra a velocidade era a mesma. Estava fazendo um pouco de força, mas ia arriscar um pouco. Já era hora de começar a curtir a prova. Fui encontrando parte da turma. Passei pela Nilma (não me identifiquei, fiquei com vergonha), pelo Alcy numa subida e ele me lembrou que tinha feito Romeiros (injeção de ânimo direto na veia), passei pela Julinha e falei que ela tinha feito uma ótima natação. Não achei "os" Marcos que claro, deveriam estar muito à frente.

Com o passar do tempo, o vento aumentou e parece que as subidas iam aumentando a inclinação. Hora de entrar no modo economia. Vi que minha média estava em 34.4 Km/h. Iria pedalar em torno disso pra manter. No final meu cateye terminou marcando 34 km/h, com tempo de 2:40' (a cronometragem oficial me deu uma média de 33.7 km/h...tá bom também).

Pedal: acerto. Da estratégia à execução. Melhor do que eu planejei. Tempo todo concentrado, prova limpa, sem vácuo, mesmo que as vezes precisasse quebrar meu ritmo (pra cima ou pra baixo) pra sair de grupinhos que inevitavelmente se formam. Esse era um grande medo: puniçxão injusta, mas vi que isso é perfeitamente controlável. Faça sua prova. Esqueça outros atletas, esqueça fiscais! Divirta-se!

Na T2, desmontei da bike. Pra minha surpresa, as pernas respondiam. Nada doia. O staff tentava tirar a bike de mim...eu não deixava.....hahahahahaa. Não tô acostumado com essas mordomias. Até que fui convencido que ele a guardaria. Eu podia ir pegar minha sacola e ir pra tenda.

Lá, as coisas era mais calmas que na T1. De novo demorei. Me confundi com tudo o que estava lá dentro.

Tomei a mamadeira especial. Meia, tênis, boné (pra trás, sempre), garmin. Saquinho com géis. Preciso de um banheiro. Saí pra correr. Dessa vez foram 4 minutos.


Liguei o GPS, esperando sinal. Nada. Desencanei. De repente, sinal. Liguei o cronômetro.

Não vi a placa de 1 km. Quando o GPS apitou, surpresa: 4'15". Ferrou. Muito fora do ritmo pra uma meia.

O Emerson me viu. Mandou encurtar a passada. Ainda falta quase toda corrida.

Passei por um atleta que se queixou: "Usei tudo na bike, acabou o gás". Tinha um gel na mão e não estava a fim de abrir. Olhei pra ele e falei: Acabou? Então toma aqui! O cara me passou depois de 2 km....hahahahah.

A primeira volta ia passando. Encontrei um ritmo bom aos 5'/km. Lembrei dos treinos. Estava correndo mais que aquilo. Podia mais!

Passei o Castelo "da Branca de Neve", segundo a Jujú e passei pelo Emerson de novo. Hora de crescer. Prova no final.

Ia controlando pelo GPS. 4'50"/ Km, 4'45". Estava treinando pra isso. Podia manter. Era esse o ritmo que ia botar. Não esqueci dos géis nos pontos planejados. Água em todos os postos. Não tomei gatorade nem coca. Estavam em copos. Não ia parar pra tomar e não ia correr o risco de tomar gatorade pelo olho, mesmo não estando com lentes.

Tudo na medida. A corrida foi um grande acerto. Os últimos 2 km foram meio sofridos, mas mantive o ritmo. Fiquei feliz por não ser um iron inteiro. Quando a cabeça queria desistir, o Emerson veio na minha direção, estendeu a mão, batemos. Faltava o final de uma subidinha e depois só decida. Ainda recebi a última lição de casa. Passar três caras que estavam na minha frente.

De repente, uma dose extra de energia vinda de não sei onde. Passei os caras que, sem forças, não reagiram. No acostamento, um grupo de argentinos incentivaram, gritando meu nome (legal esse negócio de vir o nome no número). E pensar que uma vontade irresistível de gritar Alemanha passou pela minha cabeça momentos antes. Senti vergonha. Agradeci. Agradeci também todas as águas que peguei e as que não peguei ao longo de todo percurso

O castelo crescia. Entrei no tapete e sem perceber, estava sorrindo ao ver a chegada!


Procurei a Vivi e a Júlia. A baixinha dormindo, de novo. Não fiquei triste. Faltavam 20 metros de tapete.

Vi o relógio. Marcava 5:08'. Muito melhor do que minha melhor projeção. Fiz uma coisa que nunca fiz. Levantei os braços e comemorei minha chegada, sem pensar no que as pessoas que viam estavam achando daquilo! Ouvi meu nome no microfone! Arrepiei.

Missão cumprida.

De novo faltou o ar. Podia dar uma choradinha....estava de óculos...hahahahah.

Não estava dolorido. A sensação era boa! Corri por mais de 5 horas. Ao meu lado, um monte de gente que compartilha do mesmos gostos, do mesmo estilo de vida. Lembrei de uma camiseta que vendiam na feira: Born to Triathlon, Forced to work.

Ainda precisava sair de lá.


Ironman 70.3 Penha - Erros e Acertos (parte 1 - Pré prova)


Felizmente foram bem mais acertos. Tô realmente muito feliz com o resultado da prova.

O primeiro grande erro, crasso eu diria, foi chegar em Penha na quarta. Esperava uma cidade à beira mar pequena, mas simpática, com direito à praia, passeios de fim de tarde vendo o mar, quem sabe um sorvetinho. A cidade é ruim....mas bota ruim nisso. Feia, sem praia, sem aconchego.

O hotel, Vila Olaria, era sem dúvida a melhor opção local. Nem gosto de imaginar a pior. Caro (mais de 150 reais a diária e fiquei sem 2 dias de serviço de quarto), era distante cerca de 1 km do local da prova na entrada do Beto Carrero World, sendo que o caminho até lá era feito pelo acostamento da estrada e cerca de 2 Km distante do local da natação.

Fico imaginando: como será que a prova foi "cair" num lugar desses?

Duas ressalvas dignas de nota: Os restaurantes Peixe na Telha, lugar que poderia estar em qualquer cidade charmosa de praia pelo local e pela comida e o Petisqueira Alírio, com uma comida farta e maravilhosa (pessoal que atende idem)

Mas não estou aqui pra dar uma de chato. Vamos contar como foi a prova.

ESPETÁCULO.

Antes de qualquer coisa, esse foi um maravilhoso laboratório para o ironman 2011. Desde a logística, preparação de materiais, estratégia de prova, alimentação...TUDO, e apesar da gozação dos amigos sobre o picnic, foram extremamente válidas todas as experiências, quer tenham sido acertadas ou erradas. Agora é a hora de errar.

Tudo é feito pra valorizar o "feito" de se completar a prova. Desde o momento que se pega o kit, com colocação de pulserinha de identificação de atleta, a feira, o check in da bike no dia anterior, o congresso técnico e, enfim, a prova.

Peguei meu kit na quinta feira, todo orgulhoso. Depois disso, com um monte de sacolas da feira, entramos no parque (a primeira de muitas vezes. Era só o que se tinha pra fazer).


Os dias que se seguiram foram de expectativa. Minha bike chegou no final do dia, na quinta feira. Foi de carro com o Rodrigo, cada vez mais meu parceiro de "busca".

Últimos acertos. Arrumação do bento-box, da bolsinha de selim com câmara reserva, CO2, ferramenta. Teste do cateye, ajuste das rodas. Por fim, a montagem das sacolas:


Sempre é bom dar crédito pra quem merece. A Cláudia me ajudou demais com a organização das "tralhas". Dias antes da prova, pós operada e digitando com uma mão, me mandou umas 3 listas do que se colocar nas sacolas. Tá aí o resultado! Tudo bonito e organizado. Acerto!

Check in da bike. Primeiro momento de frio na barriga FORTE. Bike entregue e colocada no cavalete. Uma noite inteira "no tempo" porque o tonto aqui não quis pagar 15 reais pela capa de proteção (é caro, mas quanto custa tudo o que eu estava deixando lá?). Erro.

Depois, um staff explicou tudo como seria no dia seguinte. Coloquei as sacolas, marquei a posição delas e saí da tenda pra ver as bóias no mar. Tudo entregue, explicado. A prova já tinha começado.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ironman Brasil 70.3


Pra quem não está familiarizado com esse mundo (de loucos), aí vão algumas explicações:

Ironman é uma marca registrada, assim como seu símbolo (dotted M). Essa "marca" organiza provas ao redor do mundo nas distâncias ironman (3.8/180/42 km) e meio ironman (1.9/90/21 km). Em milhas, 140.6 e 70.3, respectivamente. Cada prova dessa, distribui vagas para as respectivas finais, no Havaí e em Clearwater (Flórida), o topo do Olímpo do triathlon de longa duração!

Então, uma eventual dúvida está respondida: estou indo pra Penha-SC, fazer uma prova da marca ironman, na distância 70.3 milhas, ou seja, um meio-ironman, que acontecerá no dia 28/08, às 9:00.

Eis que então, entrei na semana da prova!

Não sei por que, acho até por falta de experiência, não me dediquei muito à preparação logística da prova. A parte física, depois do treino de sábado passado (blogado no último post), está ok. Treinei com muita dedicação, não perdi nenhum treino (ok, só um), mas esqueci de treinar alimentação, o que eventualmente cairia bem ou iria embrulhar na boca ou no estômago, enfim...bateu o desespero, não pensei o que vestir, etc, etc, etc...!

Mandei um email pra Cláudia (a do blog, sempre a Cláudia) e ficamos quase 30 minutos no telefone resolvendo todas as crises e dúvidas. Percebi que quase todas eram dúvidas bobas, realmente de principiante, mas em um item, o tom de voz dela mudou: a alimentação.

Percebi que eu precisava evoluir nesse quesito. Então, a partir de dicas preciosas dadas por ela e com base na experiência da maratona no início do ano, pesquisei e montei um super esquema, que vou por à prova aqui no blog, sempre aberto à críticas (construtivas, sempre) e sugestões.

Baseei o esquema na ingesta de 50 g de carboidrato/ hora, quantidade que o corpo consegue absorver, sem os transtornos causados pelo excesso de consumo (dizem que as cidades que sediam provas de longa distância contribuem consideravelmente pro aumento do aquecimento global, dada a quantidade de gás metano produzida pelos participantes....piadinha....ou será que não é?). Além disso, um aporte calórico em torno de 400 Kcal/ hora. Sem esquecer do líquido, 1.000 a 1.500 ml/ hora.

Segue um esquema resumido que preparei. Quem quiser, posso mandar por email:

Pré prova:

1 hora antes: 500 ml de água
15 minutos antes: 1 gel Gu

T1: garrafinha com 300 ml contendo "preparado especial" + BCAA

Pedal:

1ª hora: 2 bisnaguinhas com geléia, bananinha (de Paraibuna), 9 palitos de sticksy, 30 g de amendoa
2ª hora: gel gu, bananinha (de Paraibuna), 30 g de amêndoa, balas de gelatina, agua
3ª hora: gel gu, bananinha (de Paraibuna) , 9 palitos sticksy, 30 g de amêndoa.

OBS: "pulo do gato": bananinha passa, rico em potássio; amêndoa, calorico, com boa quantidade de carboidrato e sódio; alimentos sólidos, caem melhor no início da prova.

T2: garrafinha com 300 ml contendo "preparado especial" + BCAA + 1 gel Gu

Corrida:

Gel Gu no 6º, 12º e 18º kms.
Água e Isotônico nos postos de hidratação.

E aí? Show?

Minhas sacolas:

Natação:

- 2 toucas ( a da prova e outra por baixo pra prender o óculos)

- Óculos natação

- Macaquinho (opção bermuda + top)

- Vaselina

- Body Glide

- Gaze

- Micropore

- Protetor Solar

- 1 Gel Gu

- água

Ciclismo:

- Garrafinha de “preparado especial” + BCAA

- Capacete

- Luvas

- Óculos Sol

- Cinto porta numero (com numero)

- Sapatilha

- Camiseta ciclismo (opção)

- Vaselina/ Chamois

Corrida:

- Garrafinha de “preparado especial” + BCAA

- 1 Gel Gu

- Tênis

- Meia

- Shorts/ Camiseta (opção)

- Boné

- Faixas joelhos

- Vaselina

- Protetor Solar

NÃO ESQUECER DE LEVAR PARA A ÁREA DE TRANSIÇÃO NO DIA DA PROVA

- Caramanholas com água

- Garrafinhas com preparados especiais e colocar nas devidas sacolas

- Alimentação preparada e dividida para caber na bolsa de quadro

- Câmaras reservas (pré testadas)

- CO2


NÃO ESQUECER DE NADAR, PEDALAR E CORRER!


Vamo que vamo. O melhor, serão 10 dias de férias, longe de trabalho, perto de quem eu gosto, fazendo o que eu gosto. Ô beleza!


sábado, 14 de agosto de 2010

Com a Força da Mente

A primeira coisa que me vem à mente lendo esse título é o Aquaman com seu poder telepático, chamando as criaturas marinhas (ok...PÉSSIMO).

Ou então, algum charlatão entortando um garfo, ou uma colher.

Na verdade não é nada disso.

Lembrança do final da infância, começo da adolescência, um professor de tênis de um dos meus irmãos, amigo da família de longa data, dizendo que entre os top 100 do ranking, o nível técnico era rigorosamente o mesmo, o que diferenciava o 1º do 100º era a cabeça, o autocontrole.

Será? Seria?

Acho que essa afirmação nunca seria verdadeira no nosso esporte, mas enfim, é um bom ponto de partida pra uma constatação minha nesta última semana.

Estou a 2 semanas de outro grande desafio do ano, mas até agora, não tinha nem tocado nesse assunto por aqui, diferente da maratona, prova para a qual criei uma enorme expectativa, comemorando cada conquista nos treinos e claro, na prova.

No dia 28/08 vou fazer minha primeira prova com distância 1/2 ironman, em Penha, justamente o Ironman 70.3 Brasil, mas até surpreendentemente pra mim mesmo, não estava TÃO animado.

Tive treinos difíceis como os 100 km em Romeiros, mas de verdade, nenhum que me desafiasse TANTO como o ciclo de preparação pra maratona de São Paulo, em maio.

Logo na entrevista na nova casa de treinos, a MPR, meu (futuro) treinador disse que o ciclo pro 1/2 era tranquilo, muito diferente de um ciclo pra maratona ou pro ironman...e realmente tem sido. Sinto até que poderia dar mais, principalmente na natação.

O duro é que as vezes, essa tranquilidade relativa pode ser um tiro no pé. Você fica se questionando se realmente está preparado.

Tive uma semana bem difícil. Stress no trabalho, treinos feitos com sofrimento, entorse leve no tornozelo em um dos treino de corrida, perdi a hora do treino na madrugada de terça, bem recompensado por um dia inteiro de descanso apoiado por muitos no facebook e MUITO bem aproveitado, diga-se de passagem. Dores pelo corpo...articulares, musculares.

Um inferno.

Eis que hoje, sábado frio e com garoa, depois de uma pequena luta interna pra sair da cama, vejo que a minha primeira afirmação, no início do post (a cabeça ser determinante para o desempenho), faz todo sentido.

Cheguei pra treinar e me atrasei de propósito pra fazer o treino sozinho, no meu ritmo.

Assim que cheguei, encontrei o Marcos Vilas Bôas me chamando pra fazermos juntos. Só estava faltando o Marcos Pereira (ambos, meus parceiros em Romeiros). Na hora pensei...lá se vai meu treino tranquilo...os caras têm MOTORES nas pernas!!!! Vamos lá. Já tinha saído da cama mesmo.

Começamos tranquilo. A insegurança devido a 1 semana de maus treinos foi aos poucos me deixando em paz. Treino forte, com intensidade e qualidade e mais que isso, em ótima companhia.

Sem perceber, terminei o treino sem dores (nem novas e nem antigas), com a confiança restabelecida e melhor, animado para a prova que se aproxima, lembrando que não é QUALQUER prova....é uma prova com a marca ironman. É minha estreia no mundo ironman.

Engraçado como funcionam mente e corpo.

Em tempo, o treino hoje mostrou que minhas pernas estão em dia, minha preparação está sendo muito bem feita e não perdi a base adquirida com os treinos pra maratona no 1º semestre. Boas coisas a caminho.

Que venha Penha!


segunda-feira, 28 de junho de 2010

Troféu Brasil de Triathlon - 2ª Etapa



Tá...Não é uma praia de areia branca e água cristalina....mas olha a cor do céu!!! Olha a piscina, sem ondas nem correnteza. Não dá aquela vontade IMENSA de nadar 1500m, pedalar 40 Km e correr 10 Km?????

Então...eu fui!

Nem era uma prova que estava planejando fazer, até que, ao receber minha planilha vi que existia todo um planejamento específico e não tinha treino no final de semana da prova. Mais, era uma ótima oportunidade de testar minhas escolhas (troca de assessoria).

Fiz a inscrição no último dia e mesmo com um PODEROSO Mac, deu pau no navegador na hora de confirmar o pagamento, depois de ter inserido os dados. O que fazer? Colocar de novo e correr o risco de pagar 2 vezes? Liguei na operadora e confirmaram a operação. Beleza!

MAS....não recebia a confirmação de inscrição da organização. Bom, pra encurtar, não me inscrevi! Pelo menos não dessa vez.

Acabei me inscrevendo no dia do congresso técnico. Paguei mais caro, mas já estava decidido mesmo a fazer.

Infelizmente, minha torcida, a família Ironman, não poderia me acompanhar. Fico triste, mas pelo menos não fico preocupado se elas estão bem, se a Júlia comeu, bebeu água. Penso SÓ na prova.

Esta prova em específico tinha um grande atrativo pra mim: ESTREIA das minhas novas rodas. Um belo par de Zipp 808, calçadas com pneus Continental GP4000S.

Aliás, daquele post antigo que falava de uma certa lista de desejos, só não tenho um dos ítens....qual seria?


Cheguei em Santos sem sustos. Também....acordei em pleno domingo às 5 da manhã. Nas ruas, era nítido que quase todos VOLTAVAM de algum lugar ...só eu estava INDO.

Gostei do que vi. Tenda da assessoria, frutinha. Novidade pra mim.

Bike no lugar (154), reinando MARAVILHOSA no cavalete xexelento das provas de Santos. Tenho sempre a impressão que a roda vai empenar quando boto a bike na área de transição....com roda nova ainda...CUIDADO REDOBRADO, TRIPLICADO....

Hora de botar a roupa de borracha, besuntar o pescoço de vaselina e ir pra água.

Desde a época que pegava onda, não ficava tão feliz em entrar na água com um neoprene.

ESTAVA FRIA....Mas isso era bom.

Primeiras braçadas. Roupa se acomodando. Puxa daqui, me enforca dali. Decidi nadar até a primeira bóia. Minha única experiência com neoprene de natação até então tinha sido o Internacional de Santos neste ano e não tinha gostado. Estava repetindo essa impressão.

Calma...todo mundo gosta. Ajuda a deslizar...

Saí da água, alonguei. Dei mais uma ajeitada na roupa, puxei as mangas, aliviei o pescoço. Já era hora da largada.

Entrei no curralzinho com todos, de todas as idades que fariam a distância olímpica.

Buzina: ===<() ~~ ♪ ~ ♫ Póóóó e o ESTOURO da boiada!

Decidi nadar concentrado, sem perder a boia de vista...e deu certo. Saí da primeira volta com exatos 10 minutos...a roupa estava enfim AJUDANDO. A segunda volta decidi dar uma aliviada, afinal tinha forçado um pouco e não queria chegar ofegante pra pedalar.

Saí da água com 22'30"e até entregar a etiquetinha no posto de controle, mais uns 30 segundos.

Iria finalmente botar minha roda pra girar...ouvir aquele barulho característico de rodas de carbono..vum, vum, vum.

O circuito novo da bike é legal. Tem muitos retornos e ainda usa em grande parte do percurso, a avenida portuária.

Pela segunda vez desde que comecei no triathlon, não fui só ultrapassado na bike...ultrapassei também. No internacional já tive esse gostinho.

Até como treino pra Penha e pro Iron no ano que vem, tomei muito cuidado com o posicionamento. Pedalei uns 30 Km (dos 40) com fiscal por perto e não fui penalizado. Vi muita gente tomando cartão por vácuo, por ultrapassar pela direita.

Fui bem comportado e pedalei bem. Repeti o tempo de prova do Internacional, porém com um percurso com muito mais reduções de velocidade. pedalei melhor!

Entreguei a bike com o relógio marcando 1:03'08".

A corrida era pelo cenário de sempre, com a vantagem de em nenhum momento dividirmos pista com os carros.


O primeiro Km marcou 4'53". Esperava estar mais rápido. Depois fui encaixando, buscando pelo menos uns 3 ou 4 BF (identificação da minha catergoria) e sempre passando abaixo do esperado pelas marcações.

Fechei a primeira volta com 22'30" ou alguma coisa perto disso. Estava cansado, mas bem pra continuar nesse ritmo...mas não me contentei...apertei!

Consegui no último retorno, passar mais um BF, mas vi que ele não se entregou e ficou na minha cola. No ultimo Km, apertei ainda mais. Sabia que o cara estava atrás a não queria dar de graça.

Na reta final, vi o Emerson mandando apertar e indicou meu lado direito. Dei um sprint como se tivesse num 400m...mas o cara deu o bote antes....se deu melhor. Me passou faltando uns 5 metros pra linha de chegada. era um aluno de um dos professores da academia que eu nado, o Rodrigo Aiex (que foi meu "fotografo" nessa prova...Valeu Rodrigo!)

Este, o momento do "bote".

Fechei em 2:15'00". Onze minutos mais rápido que meu melhor tempo. Grande parte desse tempo foi por causa da natação. Não que eu tenha nadado melhor. Até nadei, mas no internacional tinha algo errado com responsável pelas distâncias.

Parciais desta prova:

Natação - 23'02"
T1 - 2'25"
Bike - 1:03'08"
T2 - 2'05"
Corrida: 44'19"

Sinto que estou no caminho certo. Penha está LOGO aí, dia 28/08. Sinto que tenho que ganhar mais resistência sobre a bike, mas estou aprendendo a gostar de estar em cima de uma, diferente de antigamente quando era uma hora de sofrimento.

Ahhhhh...decepção do domingo (além de ver a Argentina dar mais um show)....as rodas não fazem vum, vum, vum pra quem está pedalando com elas....é só parte do jogo de sedução que elas fazem com quem não as tem....quem está pedalando ao lado...ou atrás....rsrsrsrsrs.


Que seja assim!


ESPETÁCULO de Bike


Agora precisava voltar pra Sampa pois tinha sido requisitado pra uma missão MUITO importante, pelo telefone...quase uma ordem: Passear

Olha aí a cara do general aí embaixo...muito preocupada com o jogo da Alemanha, da Argentina, com a prova do papai...