domingo, 24 de abril de 2011

Ironman Brasil: Semana 16 - Respeito

Abril se foi.

Ok, ainda faltam 6 dias, o que no final das contas é uma boa coisa, afinal ainda não vi sinal da minha declaração de imposto de renda. Mais essa!

As planilhas são colocadas no site a cada 4 semanas. Hoje foi o último dia da quadrissemana de abril. Lembra o motivo de decepção quando vi os treinos pela primeira vez?

Pois é. Lição aprendida do mês de abril, num ciclo de treino pro ironman brasil: Nunca subestime os treinos da planilha de abril!

Estou cansado. Não, cansado é pouco. Estou exausto.

Quarta feira abortei o treino de natação no meio porque simplesmente eu não tinha vontade de nadar. Eu não tinha força.

Não estou "overtrained". Minha frequência basal está estável. Meus tempos nos treinos estão estaveis, até caindo (melhorando). 

Dei uma ligadinha (de leve) no famoso "foda-se" e resolvi ficar perto das meninas! Estava devendo isso.


Ia ficar em casa sozinho (de novo) no feriado para treinar. Iria aproveitar e começar a pensar em "desmontar" a casa para a mudança. Iria perder horas na internet procurando coisas sobre ironman. Iria ficar o tempo todo pensando que em pouco mais de 30 dias estarei em Floripa testando meses, anos de dedicação.

Acordei cedo na quinta, peguei carona no trânsito da Castello pra chegar em Alphaville e pedalar pouco mais de 80 km em ótima companhia (e muito trânsito local) e depois fui direto pra Socorro (leia-se fedido), claro, depois de quase 4 horas de congestionamento.

Descansei.

Acordei tarde.

Treinei duro, com muita subida devido ao relevo da região.

Fiz um cruzado insano de 120km (bike) + 12 km (corrida) quebrado em 4 x de 30/3 NO ROLO e depois correndo em estrada de terra pirambeira morro acima e abaixo.

Dei banho todos os dias, contei história na hora de dormir, brinquei com coelho (de verdade).

Resumindo, recarreguei as forças.


Agora é voltar às rotinas das madrugadas, treinos, trabalho. Mais 3 semaninhas de esforço. Vai valer à pena.

Log da Semana:  310 km em cerca de 15 horas de treinos, sem Pilates e 1 sessão de massagem.

Faltam 34 dias!

domingo, 17 de abril de 2011

Ironman Brasil: Semana 15 - O Rei da Montanha

Há pouco mais de 1 ano, estava no pico do volume do treino pra maratona de SP. Relatei isso aqui no blog.

Muita água rolou por debaixo da ponte desde então. Treinei muito neste intervalo de tempo. Estou sentindo no corpo a mudança, a evolução. Mais do que no corpo, nos tempos dos treinos e provas.

Não vou ganhar, não vou pegar pódio, não vou pro Havaí.

Quem liga?

Se eu gostaria? CLARO.

Em primeiro, o Ironman Havaí é o sonho que me empurrou pra essa jornada nos longos idos dos anos 90, quando não havia um circuito Ironman. Ficava triste por saber que nunca teria uma chance de correr uma prova dessas.

Em segundo, todo mundo que faz qualquer esporte quer um pódio, mas este é para poucos. 

Fico muito feliz em ver meu esforço recompensado com melhora de tempos, com melhora do condicionamento e forma física e com o prazer que existe (sim) nas sessões extenuantes de treinos. De verdade.

Por isso, hoje não me contento em "estar" no topo do mundo (quem ler o link do post antigo, vai entender).

Hoje eu sou o REI DA MONTANHA. Da minha montanha, sem me importar que ela não seja um Everest.





Hoje eu cheguei no pico do volume do ciclo do Iron. Não a semana que mais treinei, afinal foram quase 80 kms na conta do Bono Vox. O fim de semana, porém tiveram os maiores treinos. Foram 35 km no sábado, em companhia do grande nadador e ironman César Quina (que vai pro Havaí, se depender da minha torcida), além de 180 km de bike + 10 km de corrida no domingo, treino este meio conturbado, mas válido. As metas traçadas são possíveis.

Agora é morro abaixo.


Log da Semana:  307 km em cerca de 16 horas e 30 minutos de treinos, sem Pilates e sem massagem.

Faltam 41 dias!


sábado, 9 de abril de 2011

Ironman Brasil: Semana 14 - A Cápsula do Tempo

Júlia, 

O papai vai pedir desculpa pra quem eventualmente lê o blog, já avisando que o assunto não é triathlon.

Hoje eu vou escrever uma carta pra você pois existem coisas que não dá simplesmente pra evitar e fingir que não existem. Continuar a viver até com certo egoísmo, achando que nossos problemas são suficientes pra nos deixar ocupados, enquanto o mundo gira lá fora.

Quem sabe um dia você leia esse blog e ainda tenho a esperança que o que está sendo dito aqui, seja um retrato de uma realidade distante.

Fico impressionado e maravilhado quando penso que há pouco menos de 3 anos, você veio ao mundo somente com alguns reflexos inatos: respirar, chorar, sugar. Em pouco tempo, já podemos conversar, entre tantas outras coisas que você tem aprendido nesse pouco tempo.

O aprendizado não é só seu. Também eu e a mamãe não temos todas as respostas, todas as verdades, como ainda você acredita que temos. Todo dia aprendemos com você.

Nesta semana de abril de 2011, você descobriu uma realidade da vida: a morte. Vendo um dos seus desenhos que se repetem à exaustão aqui em casa, você pareceu entender o significado do Bambi ter perdido a mãe dele pelas mãos de um caçador. Existia uma certa angústia na pergunta que se seguiu, querendo saber se a mamãe também iria morrer.

Na mesma semana, a angústia se inverteu.

Que pai ou mãe no mundo pode estar preparado para a perda de um filho?

Vivemos em um mundo feio. Existem muitas pessoas passando frio, fome, morando nas ruas. Existem pessoas que têm poder pra tentar mudar isso, mas que na verdade só querem saber o quanto vão se beneficiar de suas ações. Existem pessoas que entram em uma escola e atiram com uma arma para matar crianças.

Como médico posso tentar te explicar que, embora cruel e desumano, pode ser possível que o monstro covarde não soubesse muito o que estava fazendo, mesmo tendo sido um ato planejado, premeditado. Mas e como pai de uma criança? Como reprimir a tristeza imensa de saber que outros pais e mães tiveram essa parte tão importante de cada um deles tirada desta forma tão violenta? Como negar um sentimento vingativo numa situação como essa?

Gostaria muito de poder acreditar em céu e inferno para que pelo menos tivesse um consolo, sabendo que as pessoas envolvidas teriam cada um, o seu destino.

Ou seria melhor que a justiça fosse feita aqui mesmo? Ou talvez melhor ainda, que valesse o código de Hamurabi, de quem você vai ouvir falar nas suas aulas de história.

Não pretendo criar você dentro de uma redoma de vidro, negando a você a chance de conhecer o mundo como ele é, mas certas coisas gostaria que não existissem. Certas coisas me faltam o conhecimento e me faltam palavras pra poder explicar.

Quero muito e farei de tudo pra que você cresça crítica, que tenha opinião, que tenha posição, que saiba o que é o certo e o que é o errado e com tudo isso, poder achar o bonito neste mundo tão feio, onde quer que ele esteja: num nascer ou pôr do sol, ao lado de uma pessoa de quem você goste muito e que te respeite acima de qualquer coisa e que te faça querer ter um filho ou filhos, assim como eu e a mamãe.....e que nunca na vida, nós tenhamos que ver de novo o que vimos nesta semana!


Log da Semana:  323 km em cerca de 15 horas de treinos, sem Pilates e sem massagem.

Faltam 49 dias!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ironman Brasil: Semana 13 - Contradições

Não é novidade nenhuma se contar que a data que mais espero chegar nos últimos dois anos é o tal 29/05/2011.

Pois bem. No final do ano passado, a família decidiu que estava na hora de mudar de casa. 

A quantidade de coisas que se junta com os anos que se passam é impressionante. Quando se tem filho então, o acúmulo de tranqueiras é exponencial. Não dá. Não cabe mais.

Pesquisamos alguns, visitamos outros, compramos o que tínhamos certeza que nunca compraríamos por ser mais caro do que pretendíamos, por ter muitos retoques e reformas a serem feitos. No final, concordamos que em vista do que estávamos vendo na região, era um bom negócio.

Agora tínhamos que vender o nosso....e foi até fácil!

Enfim, essa histórinha toda pra falar que a compradora do meu apartamento me pagou na semana passada e os 60 dias de prazo pra desocupação cai EXATAMENTE em 29/05/2011!

Agora, a data que eu mais quero que chegue passou a ser também, a data que eu menos quero de chegue, por conta de todas as obras que preciso fazer e que ainda não começaram! Tenho 50 dias. Pra ser mais exato, 54, senão vou voltar de Floripa um "homeless ironman", pior, uma "homeless ironfamily".

Haja corda (bamba) pra poder se equilibrar.

Semana de treino LONGA. Treinei até quando não tinha treino.

Na segunda estava com dor no pé, dor na perna, dor pra andar. Engraçado que pra correr não doía. Então fui correr, lógico. O engraçado é que não doía MESMO. Fui pra esteira do prédio. Botei 11,5 km/h, o que dá uns 5'15"/km. Tava correndo redondo, gostoso. Fui aumentando a velocidade aos poucos. Terminei com 13 km/h suando feito um condenado, mas sem dor.

Esta foi a primeira semana do tão temido abril. Treinos impossíveis, longos. Confesso que me decepcionei ao ver a planilha.

Este primeiro final de semana estava "previsto" pelo meu treinador o GP Extreme, em São Carlos, com distâncias de 1/100/10km. Na minha humilde ignorância, qual o benefício de uma prova dessa, que mistura curta com média distâncias na mesma prova, nessa altura do campeonato? Ok, é uma chance de se fazer tudo junto, treinar transição, treinar a cabeça. Mas prova é prova. Sei que ia tentar nadar rápido, pedalar rápido e correr rápido.....e ficar uma semana (ou pior, mais tempo) de bode, com preguiça de acordar cedo pra pedalar, pra nadar, achando que seria melhor ter feito meus longos e me preparar pra prova que eu quero.

Confrontei planilhas...maratona 2010 x ironman 2011. Faltando 7 semanas para a prova, ou seja, a atual semana de treinos, era semana de 30 km de corrida! Minha planilha do iron dizia sábado OFF e domingo de prova em São Carlos. Não tive dúvida. Sábado com 30 km de corrida na USP e domingo de 180 km na D.Pedro. Tava na hora...

E não é que na segunda vez, as coisas são mesmo bem menos difíceis.

Fui pra USP vestido de corredor. Comecei cedo as três voltas com biologia. O sinal do GPS variou muito. Estava correndo confortavelmente num ritmo que há 1 ano era impensável. Como o corpo obedece a cabeça, não conseguia forçar, temendo a subida do Matão. Olha como são as coisas. Depois da última escalada, pensei comigo: "agora solta o freio". Fiz os últimos 4 km num ritmo de 4'45"/km, com frequência baixa e com "cara boa", segundo o MPR himself. Às vezes a gente se subestima DEMAIS. Fui pra casa sem nenhuma dor muscular, nem parecia que tinha corrido, muito menos 30 km. Boa decisão a minha.

O domingo seria um pouco diferente. Se já tinha uma experiência anterior com corridas realmente longas, o máximo de pedal até então foram os 157 km na Castello Branco. 

Estava ansioso. Não conhecia a estrada. Tinha poucas indicações do ponto de encontro, do percurso.

E lá fui eu. Pra alegria da minha ironwife, fui dormir antes das 22:30 do sábado, pra acordar 4:30 do domingo.

Uma hora de viagem pra encontrar o parceiro inseparável de treinos, o Marquinhos panturrilha de elefante.

Claro que o tempo era de chuva. Ainda não chovia naquele local, mas o caminho quase todo foi com chuva fraca.

O plano era o seguinte, conforme os mais experientes tinham nos dito: pedale uns 20 km e já fica esperto pro retorno. O circuito total dá coisa de 45 km. Seriam 4 voltas pra completar os 180km pretendidos.

Ok.

Quando estávamos com uns 17, 18 km rodados, uma placa: Igaratá - 28 km. O Marquinhos teve a brilhante ideia. Vamos até Igaratá. Dá exatamente 45 km. Em vez de 4 voltas, fazemos só duas.

Ok (2).

Algo martelava na minha cabeça. Existe uma razão pras coisas serem como são.

De repente, a estrada começa a subir....e de repente a descer....DESCER MUITO....4 km....na volta seria tudo aquilo SUBIDA! Dois cabações, primeira vez no lugar, querendo inventar moda. PAGA PATO!



Com tudo o que fizemos a mais, o treino de 180 km virou 190 km. O tempo total foi muito aceitável levando-se em consideração uma parada por pneu furado, uma parada tipo "special needs" na metade do caminho pra reabastecimento e outras duas paradas técnicas para "alívio de peso extra". 

Pela primeira vez nesses 2 anos eu senti um certo vazio, treinando por tanto tempo longe das meninas. Iria chegar em casa por volta das 3 da tarde. Teria poucas horas pra ficar com a baixinha antes que ela fosse dormir e outras poucas horas com a Vivi antes que eu desmaiasse.

A cabeça da gente nos testa a todo momento nessas condições!

Resultado do treino: preciso voltar lá pra fazer o treino certo, começando no Frango Assado e fazendo retorno no km 45. Assim posso ter certeza de uma impressão que já tive. O pedal dá pra fazer no tempo que eu já imagino.

Voltei com sono. Muito sono e muita chuva na estrada.

Quem me viu depois disso, achou que estaria morto. Não estava. Não tinha (e não tenho) dores nas pernas.

Saí do meu final de semana de "GP Extreme" muito, muito confiante.

Quem quiser me fazer companhia, no final de semana do dia 16 e 17 de abril, farei 35 km de corrida no sábado e de novo 180 + 10km na D.Pedro. Vou inverter pois é impossível fazer treinos acima de 30 de corrida sem água. 



Log da Semana:  377 km em cerca de 18 horas de treinos, mais 2 hora de Pilates e 1 hora de massagem.

Faltam 54 dias!





domingo, 27 de março de 2011

Ironman Brasil: Semana 12 - Ciclistas de Alma


Há muito tempo, quando ainda pegava onda, existiam os surfistas de campeonato e os "soul surfers". De um lado, surfistas competitivos, que mediam suas performances pelos litros de água jogados em cada manobra, pelo força de batidas, pelos "quase atropelamentos" de outros surfistas perdidos no meio da arrebentação. Do outro lado, seres tidos como mais evoluídos, em sintonia com o mar, que seguiam com harmonia a linha da onda, sem mudanças bruscas de direção. Nunca participei de nenhum campeonato, mas me agradava a ideia de ser "radical", mesmo que não o fosse.

E não é que essas ideias anacrônicas ainda existem. Necessidade besta das pessoas têm que querer desqualificar outras por algum comportamento peculiar. Necessidade besta de querer julgar o comportamento dos outros, tendo por base a própria experiência. Cada um na sua, pô!

Domingo passado participei de um desafio de ciclismo. Um AUDAX. É um tipo de evento não competitivo com origem na França, organizado por um grupo dissidente do Tour de France, que queria apenas curtir um passeio, tendo como único objetivo, completar grandes distâncias dentro de um determinado tempo limite.

Este evento que participei, era um Audax 300 (300km). Somente pessoas que já tinham completado algum evento prévio de 200 km (brevetados) podem participar. Não sou brevetado. Acontece que neste mesmo evento, havia um desafio de 150 km que encaixava direitinho na minha planilha de treino pro iron. Um treino de luxo.

Ok. Achei meio estranho o fato das orientações para a "prova" ter frases como: "é obrigatório parar nos postos de controle para carimbar o passaporte"(pô, vou quebrar meu treino pra carimbar um papelzinho?), "no km X do percurso, existe um posto onde se pode fazer uma boa refeição"(como assim ?????????).

Decididamente, eu sou um cara competitivo, o que não me torna menor ou maior que nenhum outro "atleta de alma" de nenhum esporte.



Fomos (eu, Marquinhos e Flávio) para Boituva. Trecho de uns 78 km pelo acostamento da rod. Castello Branco, sentido interior. Nós, com bikes espaciais. Eu com meia de compressão. Os outros cento e tantos ciclistas olhando meio incrédulos. Gente com todos os tipos de bike, com todos os tipos físicos. Meio estranho.



Largada dada. Com menos de 1 km, garrafinha de água do Marquinhos vai ao chão algumas vezes. Depois, com menos de 25 km rodados, dois pneus furados do Flávio, o campeão de pneus furados dos nossos treinos, disparado.



Mesmo sem nenhum caráter competitivo do evento (vai dizer isso pra um triatleta), éramos os últimos do pelotão.

E lá fomos nós. Velocidade de cruzeiro, vento de cauda. Pedal fácil. Fomos alcançando os grupos de ciclistas e deixando todos pra trás. Tivemos companhia de um grupo que se animou e ficou junto boa parte da primeira metade do evento, até serem despachados (com o Flávio junto) em uma longa subida (aêêêê Romeiros....).

No PC1, éramos motivos de observações maldosas dos "ciclistas de alma": "Olha os triatletas aí. Vão chorar com o vento na volta".

Vimos pouca gente saindo pro retorno, apesar de mais de 20 minutos perdidos com os percalços da primeira metade.

Realmente o vento da volta estava castigando, mas sem choradeira. Clip, posição aero e força. Fomos alcançando os ciclistas que estavam à nossa frente, inclusive um pelotão da cidade, todo organizadinho, com esquema de vácuo. Depois deste, mais ninguém à nossa frente.

Percorremos quase 157 km e chegamos à cidade em 3º e 4º, Marquinhos e eu, respectivamente. Bike no carro, tênis no pé...e pra espanto de quem estava lá e dos outros que iam chegando, saímos pra correr 6 km.

Foi um belo treino mesmo. Sinto que já garanti os 180 km de pedal do iron.

Esta semana de treino foi com volume pouco menor, mas com mais intensidade. 

A segunda começou mal, com água da piscina a 35ºC. Impossível nadar assim. Treino perdido.

Terça de TT com o Marquinho. O moleque me quebrou, mas no geral foi razoável. 30 km em 50'.

Quarta com natação (água normal novamente) e tiro de 6km de corrida. Terminei EXAUSTO com 25'. Esse lance de tempo é MUITO relativo. Pra alguns, esse tempo não é NADA demais. Pra outros é inatingível. Como disse no começo, cada um na sua! Pra mim foi FORTE e me deixou cansado pro treino na quinta. Cumpri tabela, mas não tive força pra ir pro Pilates.

Sexta com natação e só....mas com 20 tiros de 100m.

Sábado de cruzado em ritmo iron, devagar e sempre. Segundo o Marcos...a gente começa DEVAGAR e SEMPRE acelera...hahahahaha. Foi mesmo assim, mas sem quebradeira no final.

Domingo de longo de corrida, 26 km.

Estamos entrando no "point of no return". Aquele que a única coisa que resta pro piloto é levantar voo. Não dá mais tempo de parar o avião antes do fim da pista.

Treinamos juntos, em grupo, todos praticamente com a mesma planilha. Apesar disso, cada um tem que saber o seu potencial, suas limitações. Em geral, treinamentos de longa distância permite ao atleta se conhecer melhor. Quem tem juízo, ouve os sinais que o corpo SEMPRE dá.

Agora é a hora de se colocar metas de desempenho. Como vou fazer minha natação? Como vai ser meu ciclismo. Qual a velocidade média que vou buscar pra sair correndo bem? Qual meu pace de corrida?

Tudo isso é treinável. A prova é aplicação do treinamento.

Tá na hora de dar um reset no corpo e na mente. Botar na cabeça que o treino do meio iron é passado. Já estou com isso na cabeça para os treinos longos que virão, mas sempre lembrando o mestre Castilho: Sem respeito EXAGERADO. Bota a meta e vai atrás dela! Treinar com tempos próximos (de preferência pouco mais forte) do ritmo pretendido. Não adianta treinar os 180 km de bike em 8 horas se o pretendido são 6. O inverso também vale. De NADA adianta pedalar como um condenado nos treinos e não poder aplicar no dia...ou pior, não ter condições de correr uma maratona depois. 

O corpo não tem GPS, mas tem um relógio perfeito que sabe exatamente correlacionar tempo e intensidade da atividade física. Todas nossas reações metabólicas durante o exercício são baseadas nessa equação. Se fizermos o longão de bike ou corrida muito rápidos (muito abaixo do pretendido), como o corpo vai entender que ao passar aquele tempo que "ele estava acostumado" a treinar, ainda não é o fim do treino ou prova? 

Muito cuidado com a nossa "máquina" galera e boa reta final de treinos.

Abril vai ser PESADO.

Log da Semana:  300 km em cerca de 14 horas de treinos, mais 1 hora de Pilates e 1 hora de massagem.

Faltam 62 dias!