Tá! Eu finalmente entendi!
Às vezes eu me pergunto: Por que as pessoas têm que ser radicais (e radicalmente chatas) ao defenderem pontos de vista?
Talvez isto só dificulte a aceitaçao geral de uma coisa que realmente faz sentido, que é pertinente.
O vácuo no triathon.
Antes de expor o motivo do post, um video (meio longo, mas vai...faz um esforço) do youtube da etapa de Budapest da ITU
A prova começa (de maneira civilizada).
Mostram muito pouco da natação.
A T1 é rápida e pode nos ensinar como tirar rápido um neoprene.
A bike. Pelotões. Em certo momento, um sinal de uma das atletas para que outra ultrapasse e puxe o grupo.
A T2 é mais rápida.
A corrida. Aí a prova começou.
Todas saindo juntas, mas de repente, a imagem corta e já estamos no final com uma atleta australiana isolada na ponta e que vence a prova e um grupo de 4 ou 5 atletas que brigam pelo segundo lugar. Finalmente, um sprint espetacular que dá à atleta australiana o segundo lugar na prova e o título de campeã do circuito, deixando a suiça em terceiro na prova e com o vice campeonato.
A prova se resume a EXATAMENTE isto que eu acabei de descrever. Natação e bike antecedendo o que realmente decide, o que realmente importa nesse caso e o que deu à prova um mínimo de competitividade....a corrida.
Seria MUITO chato se fosse assim.
Quando comecei no triathlon e pedalava horrivelmente (hoje já consigo dizer que saí do curso de educação infantil e já passei ao ensino fundamental), achava legal quando juntava um pelote enorme nas provas. Saia dos sofríveis 30 km/h (num short triathlon!!!!) pra algo em torno de 37 ou 38 km/h. Achava o máximo.
Mas como diz o Arnaldo Cezar Coelho: a regra é (mesmo) clara. Vácuo É proibido e na verdade, estraga a essência do nosso esporte.
A natação numa prova com vácuo tem uma maior importância porque se você perder muito o contato com os líderes, JÁ ERA!!!!! Gosto da ideia de se dar importância à natação.
Por outro lado, o vácuo MATA o triathlon.
São grupos enormes. A beleza plástica de atletas em posição aero, em bikes de contrarrelógio com a paisagem (urbana ou não) ao fundo, dá lugar ao "caos organizado" de um pelotão. Não que não tenha sua graça, mas isso no ciclismo, em provas como o Tour, o Giro etc....com regras específicas, equipes e estratégias definidas.
O triathlon com vácuo se resume à corrida.
Tenho aprendido que triathlon é nadapedalacorre.
Normalmente a prova começa na natação (mas te dá muito tempo pra recuperação) é desenhada na bike e definida na corrida, sendo que nessa última, a técnica divide espaço cabeça a cabeça com a raça, a superação.
Assim é que é legal.
Desde o Internacional de Santos no início deste ano, tenho evitado os pelotões a todo custo, principalmente por ter me tornado ávido leitor de blogs de triatletas e também por ser uma pessoas que tenta sempre respeitar as regras.
Agora eu vou respeitar essas regras (a do vácuo em específico) porque elas mantém a beleza e a autenticidade do esporte que eu sou FANÁTICO!
