sábado, 14 de abril de 2012

O Contágio

Hoje cedo fui à USP, mas não para treinar.

Fui deixar com o Rodrigo um recibo da venda da bike e, já que ia até o Embu das Artes resolver uma "pendência", fui com toda a família.

Parei na Praça da Reitoria (bolinha) e desci do carro.

O que vi foi mais ou menos o que está na foto.




Nada diferente de qualquer sábado.

Porém...

Minha filha de quase 4 anos parou junto ao carro com a mãe e, olhando fixamente, disparou:

"Mamãe.....QUE LEGAL!!!!!!"

Não vi a cena acontecer ao vivo,  mas não sei dizer o que senti quando a Vivi me contou.

Engraçado que ela (Júlia) sempre esteve nesse meio. Sempre foi às minhas provas desde antes de completar o primeiro ano de vida.

Pra trazer as coisas pra um lado "mais conhecido", às vezes existe um período latente entre o contágio e o aparecimento dos sintomas.

Acho que hoje aconteceu o primeiro sintoma. Não seria muito legal se fosse mesmo isso???




quinta-feira, 12 de abril de 2012

Na Mão Grande


Assunto cada vez mais recorrente.

O roubo de bicicletas.

Hoje em dia as bikes chamam um pouco mais de atenção do que esta aí em cima

Não qualquer bicicleta. Bicicletas com uso altamente específico, restrito. Bikes de competição, de triathlon, de ciclismo de estrada.


Incrível Trek-Y no final dos anos 90
Há algum tempo, quem andava de bike de ciclismo (inclui-se contrarrelógio, triathlon e afins) até que podia se sentir um pouco menos “alvo”, afinal o apelo de mountain bikes como a incrível Trek Y era inegavelmente maior.

Porém hoje em dia, bikes que eram vistas somente em velódromos em provas de Jogos Olímpicos, estão nas ruas e, antes que alguém diga que o responsável por informar aos ladrões o preço da nossa diversão somos nós mesmos, volto ao meu post de alguns dias atrás, quando disse que há cerca de 20 anos, quem queria assistir a filmes de surf, tinha que ir ao auditório da FGV nas noites de terças feiras ou então acompanhar revistas tipo Surfer´s Magazine que chegavam com meses de atraso e torcer para que o que era lido naquelas páginas, algum dia chegasse a alguma surf shop tupiniquim. 

Hoje é só entrar no YouTube, Google, etc...

A informação é instantânea e universal.

Boboca (pra ter o mesmo comportamento infantil) de quem acha que a USP vai estar coalhada de ladrões no próximo sábado porque eu disse aqui o preço da bicicleta que quero comprar.

Cervélo P3 2012
Há poucos dias, roubaram uma bike de um conhecido atleta e técnico de triathlon aqui em Sampa, o Wagner Spadotto, perto do parque do Ibirapuera à noite (vacilo!?!?!?!?!?!?). Uma P3 branca 2012, com número de quadro: SNP3C10H00080.

Um alerta: não existe milagre. Bikes de competição vendidas no mercado livre (ou afins) por 2000 reais (ou perto disso) é produto de roubo. NÃO ALIMENTE ESTE MERCADO. Denuncie!

Antigamente sabia-se de casos de bikes roubadas. Hoje a bike roubada é do seu amigo, do seu treinador.

Não por acaso, seguros que antes custavam 300 reais, 600 reais nomáximo, hoje estão na casa dos 1500 reais. Quase o mesmo que o seguro de carros, cujas coberturas vão além do roubo.

O que fazer?

Abrir mão do lazer? Do esporte?

Quem cobrar?

Até agora, o que eu escrevi serviu pra introduzir uma outra discussão que acho muito válida.

Em uma conversa exatamente sobre seguro para bikes no facebook esta semana, um amigo cotou a cobertura de uma P3 com rodas Zipp. 1500 reais.

Perguntei a ele o motivo de incluir as rodas (ok...custam o valor de uma bicicleta....eu sei o motivo), já que são usadas em ocasiões “especiais”, normalmente em provas e nestas ele estava coberto pela tática do cardume de sardinha. Peixes maiores podem atacar, mas no meio de milhares de peixes menores, as chances de ser devorado são reduzidas.

Depois fiquei pensando.

Muito se fala nas organizações das provas por aqui. Falta água, falta isso, falta aquilo.

E SEGURANÇA?

Alguém já reivindicou SEGURANÇA?

O Internacional de Santos tem um longo trecho de estrada. Algumas pessoas que largam nas últimas baterias chegam a pedalar sozinhas por trechos “suspeitos”. Acredito que já ouvi alguns relatos de ameaças das inúmeras crianças e adolescentes que ficam às margens pedindo caramanholas, mas AINDA nunca ouvi falar em fato consumado.

O Ironman Brasil são duas voltas de 90 km. Noventa. É uma distância considerável para alguém ficar de olho em algum atleta que se veja sozinho em determinado ponto.

Será que os organizadores já pensaram nisso?

Entendo que uma organização de prova não é imune à falhas. Existem muitas e quase todas evitáveis. Falta de água, falta de atendimento médico rápido e eficiente, falta de stafes preparados, falta de árbitros preparados, falha de sinalização de percurso, percursos mal dimensionados.

Raramente essas falhas vão afetar atletas de elite ou atletas amadores de ponta. Muitas vezes nem ficam sabendo dos problemas que os vencedores que chegam mais tarde são obrigados a passar.

Mas a segurança afeta a todos indiscriminadamente.

Será que vão esperar “dar merda”?

Eu não conheço ninguém que organiza provas, mas acho que alguém que lê isso aqui deve conhecer.

Se você conhece ou conhece alguém que conhece, será que não vale começar a cobrar? Ou pelo menos discutir o assunto e trazer isso ao consumidor deste produto. O atleta de elite não é consumidor de provas de triathlon. Eles são pagos pra isso. Nós amadores pagamos caro pela nossa diversão: bikes, academias, assessorias, viagens, materiais esportivos diversos, inscrições cada vez mais caras.

Merecemos respeito.


terça-feira, 10 de abril de 2012

Triatleta Sem Bike


Nadar sem touca ou sem óculos, pode? Correr sem tênis, pode? 

Depende do grau de "ogro" de cada um. Meus olhos míopes, usuários de lentes de contato e meu "pé de mocinha" não aguentariam, mas tem gente que vai sem problema.  Existem estudos que mostram que quanto menos coisa embaixo do pé, mais natural a corrida.

Mas e pedalar sem bike? Pode?

Não pode. Não dá. 

Tocar guitarra no ar dá, bateria no ar também....mas pedalar sem bike não dá.

Eu sou um triatleta "bikeless".

A minha P2, com quem pedalei por muitos bons kms, me deu a chance de fazer amizades, falar um monte de bobagens em treinos que permitiam isso e me levou firme, forte e com segurança na maior das "aventuras" até agora, o Ironman Brasil em 2011, agora está nas mãos de um bom amigo, que vai levá-la "passear" por Floripa novamente este ano. É a vocação dela. 

No dia em que "ela" chegou, em janeiro de 2010. 
Agora é esperar pelo novo brinquedinho. Ia colocar a P2 à venda só com a nova em mãos, mas não podia perder a oportunidade que apareceu.

Então...

To the next step.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Na Pré-História

Sessão de filmes de surf no auditório da FGV, às terças (ou quartas à noite) no final dos anos 80 e início dos 90.

Esse vídeo vai pra quem faz a menor ideia do que era isso.

Um tempo sem YouTube, sem internet.

Bem menos ágil...mas de certa forma, um pouco mais "romântico".





segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mais Sobre Relatividade

Post curtinho, despretensioso.

O que é muito pra alguns, pode ser nada para outros.

 Se falar que fiz meu primeiro Ironman em 10:28', muita gente vai se espantar, afinal fiquei entre os 20% que primeiro completaram a prova.

Mas tem gente sub-10, sub-9 que faria esse tempo correndo como o saci pererê!!!!

 Tudo é relativo.

Houve um tempo na vida de todo mundo, todos os que são sub-17 (num Ironman), quando uma simples, elementar e fisiológica tarefa, fazia a pessoa suar, ficar vermelha, muitas vezes chorar de dor e até exaustão.

 O que pode ser pior que um Ironman?

Depende.

Se você tiver uns dois meses de vida, um PUM é pior.

 Estou nessa fase. Quer dizer, eu não...meu filho, mas as consequências quem sofre somos nós...pais e mães. Portanto, sub-9 ou sub-16. As dificuldades e a sensação de alívio são as mesmas.

Quer seja cruzando a linha (com qualquer tempo), quer seja fazendo um punzinho.

 E o Ironman Brasil tá chegando!